Sou eu? Não se parece comigo. Ah se eu soubesse que era tão linda. Meus olhos, muito mais bonitos. Essa criança já experimentou a morte e nem percebeu. Percebo eu. Sinto uma espécie de tranquilidade. Nenhuma tristeza, talvez estranheza: como aconteceu? Que menina linda, morreu, virou eu. Esse resto de infância. Esse resto de beleza. Já não sou minhas vidas acabadas, recortadas. Há no máximo resquícios retraçados. A menina me enaltece. Mas o que me alegra é o findar e o criar. É o bailar dos eus que nem percebo irem e virem. Hora que vejo, já fui!

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