O amor. Falo daquele que é bem concreto. Não daquele que a gente sente pelos passarinhos, pelo céu azul e por toda a humanidade. Mas daquele que a gente constrói com uma pessoa. Aquele amor que dá para beijar, apertar e cheirar. Dá para olhar para ele e se emocionar. Um amor assim só acontece quando a gente está leve – o amor não suporta caraminholas. Ele é essencialmente descomplicado. Tá, tudo lindo, lindo mesmo, mas o que achei difícil nessa coisa de amar? Primeiro tive que aprender muito. Acho mesmo que a gente não nasce sabendo amar ou, se nasce, a coisa pode complicar, e a gente tem que descomplicar tudo de novo. Somente isso já é um baita percurso, muito individual e árduo. A gente aprende sozinho, curioso, não? Bom, aí a pessoa descomplicou, e é capaz de amar. Aí ela junta com outra que também está preparada para a aventura mais tranquila do mundo. Sim, no começo aquilo tudo: frios e arrepios. Mas depois a vida se aquieta. E aí vem a segunda parte difícil, que não é exatamente a falta da adrenalina e da tensão, esses vícios já cessaram. Mas o amor, o amor tem um senso de realidade muito grande. Ele humaniza. Coloca os pés da gente no chão, e aí vem aprender a viver sabendo que vai morrer. Amar querendo viver. E ele te dá tudo: espaço, tempo, calma, apoio e tranquilidade para uma nova construção de prioridades, vontades e desejos. Aquele lugar que você amorosamente escolheu para viver te acolhe e te fala, vai lá, viver de verdade! Aí é se jogar e se multiplicar. Experimentar e arriscar. Tem noção da maravilha que é isso?

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4 comentários sobre “O amor

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